Vidas exaustas: Solidão, Trabalho e a Reconstrução do Comum
- sex 05.jun - 20:30 RESERVA CULTURAL • Avenida Paulista, 900 - Bela Vista - ver no mapa
No mundo contemporâneo, a exaustão e o isolamento social são sintomas estruturais de uma sociedade regida pela lógica do desempenho e da hiperdisponibilidade. A precarização do trabalho e a dissolução dos vínculos comunitários transferem para o sujeito a responsabilidade integral por seu próprio sucesso e por seu colapso, transformando o sofrimento psíquico em um drama silencioso e privatizado. Diante do adoecimento sistêmico, as respostas, tanto na perspectiva clínica quanto política, passam por um deslocamento do indivíduo isolado para o tecido social para pensar possibilidades de reconstrução de redes comunitárias e afetivas diante da fragmentação da vida comum.
No debate Vidas Exaustas: Solidão, Trabalho e a Reconstrução do Comum, que será realizado no dia 05 de junho, sexta-feira, às 20h30, no Reserva Cultural, em São Paulo, vamos propor uma reflexão profunda sobre as conexões entre o mal-estar coletivo, as mutações nas relações de trabalho e a necessidade urgente de restabelecer espaços de acolhimento e cuidado coletivo.
O debate ocorrerá logo após a exibição do documentário Dear Tomorrow (Dinamarca, 2025, 82 min), de Kaspar Astrup Schröder, na mesma sala, às 19h. O filme apresenta a realidade do Japão, onde a solidão deixou de ser uma questão íntima para se tornar uma crise nacional de saúde pública, culminando na criação de um "Ministério da Solidão". Acompanhando as trajetórias de Masato e Shoko, para quem o isolamento se tornou avassalador , a obra revela suas tentativas de reconexão por meio de um serviço de bate-papo online mantido por voluntários. Em uma sociedade pautada por normas rígidas de produtividade e autossuficiência, o documentário propõe uma meditação sensível sobre os caminhos de volta à confiança e ao pertencimento social.
Para essa conversa, reunimos participantes que articulam de forma interdisciplinar as dimensões da psicanálise, da psicologia clínica, da sociologia do trabalho e da saúde pública.
Para mais informações, acompanhe a programação da Mostra Ecofalante no nosso site, e nas redes sociais (@mostraecofalante).Formado em Cinema pela Escola de Comunicações e Artes da USP, é mestre em Artes; psicólogo pelo Instituto de Psicologia USP, onde defendeu Doutorado sobre clínica psicanalítica contemporânea. É membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae e professor de Filosofia da Psicanálise no Curso de Filosofia da Unifesp. Em 2017, co-realizou com Rubens Rewald e Gustavo Aranda, Intervenção – Amor não quer dizer Grande Coisa, documentário sobre a extrema direita brasileira. Ensaísta interessado na imbricação de psicanálise e cultura, junto com Rubens Rewald também dirigiu o documentário Esperando Telê (2010).
É pesquisadora afiliada do Instituto Alameda e professora colaboradora do programa de pós gradução em sociologia IFCH/Unicamp.
Médica - FMUSP, com mestrado e doutorado pela FSPUSP. Pesquisadora da Fundacentro - Ministério do Trabalho e Emprego, Coordenadora do Grupo Saúde e Trabalho do Instituto Walter Leser da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e membro do Núcleo Semente - Saúde Mental e Direitos Humanos Relacionados ao Trabalho do Instituto Sedes Sapientiae.
Dirigiu publicações como as revistas Superinteressante e Vida Simples e foi editor-chefe do Greg News, na HBO Brasil. É autor de livros como "Piratas no Fim do Mundo", o relato de uma expedição à Antártica para impedir a caça às baleias, e "O Fim da Guerra", sobre políticas de drogas ao redor do mundo. Escreve sobre complexidade, meio ambiente, cidades e políticas de drogas.