Democracia, Ética e Justiça
- ter 02.jun - 21:00 RESERVA CULTURAL • Avenida Paulista, 900 - Bela Vista - ver no mapa
Berta Cáceres, Paulo Paulino Guajajara, Aldo Zamora. Três nomes entre as muitas lideranças comunitárias assassinadas na América Latina por enfrentarem os interesses de grandes corporações multinacionais. A violência contra defensores do meio ambiente e dos seus territórios não é um caso isolado: ela revela estruturas de poder marcadas pela impunidade, pela concentração econômica e pela ausência de mecanismos efetivos de proteção para quem defende a vida, a terra e os direitos coletivos. Quando pessoas que protegem florestas, rios e comunidades são silenciadas, o que isso diz sobre os limites das instituições em garantir justiça e direitos?
No debate Democracia, Ética e Justiça, que será realizado em parceria com a Anistia Internacional Brasil no dia 02 de junho, terça-feira, às 21h, no Reserva Cultural, em São Paulo, vamos refletir sobre os desafios da responsabilização diante de tecnologias e corporações que operam acima dos direitos humanos e dos interesses coletivos, exigindo novos caminhos de proteção, justiça e controle social.
O debate será realizado logo após a exibição do documentário The Silence of the Earth (Espanha, França, Bélgica, 2025, 77’) de Frank Gutiérrez, na mesma sala às 19h45. O filme acompanha as histórias de Berta Cáceres, Paulo Paulino Guajajara e Aldo Zamora - três defensores ambientais assassinados na América Latina por enfrentarem megacorporações e seus interesses econômicos. A obra investiga quem está por trás desses crimes, por que a impunidade persiste e quais as consequências dessa violência para o planeta e para o futuro da humanidade.
Para essa conversa, reunimos lideranças e intelectuais que articulam diferentes perspectivas sobre violência política, justiça ambiental, proteção de territórios e os desafios contemporâneos para a garantia de direitos.
Para mais informações, acompanhe a programação da Mostra Ecofalante no nosso site, e nas redes sociais (@mostraecofalante).
Índígena do povo Paiter Suruí. Coordenadora da Associação de Defesa Etnoambiental – Kanindé e fundadora do movimento da Juventude Indígena de Rondônia, comunicadora indígena, membra do coletivo indígena do povo Paiter Suruí Lakapoy. Atua na produção de filmes e produções audiovisuais. Produtora executiva do filme “O território”, co-produtora do filme “Minha Terra Estrangeira”, que está em fase de edição e que foi dirigido por João Moreira Salles. Premiada no Edital Amazônia Criadora promovido pelo WWF-BR.
Médica e doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ, é Diretora Executiva da Anistia Internacional Brasil e co-fundadora da ONG Criola. É referência em direitos humanos, igualdade racial e de gênero, e saúde da população negra. Publicou livros e artigos sobre racismo, saúde, direitos sexuais e reprodutivos. É Enviada Especial da COP para o tema de Periferias e Igualdade Racial, e integra os Conselhos do Greenpeace e da Vital Strategies Brasil.
Quilombola do Território Sapê do Norte (Angelim III e Morro da Arara). Ativista, Assistente Social. Articuladora Política da CONAQ. Coletivo de Mulheres da CONAQ. Presidente do Conselho do Fundo Casa Socioambiental. Conselheira da Anistia Internacional, Inumeráveis, Centro Brasileiro de Justiça Climática, COSPE e Amazônia De Pé. Organizadora do Livro: Mulheres Quilombolas Territórios de Existências Negras Femininas.
Sociólogo, com vasta experiência em coordenação de programas e execução de projetos na área de direitos humanos e promoção de equidade. É coordenador de Democracia e Cidadania Ativa na Fundação Tide Setúbal e Conselheiro da Anistia Internacional Brasil.